Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Gerência Regional da Epagri em Campos Novos, Evandro Uberdan Anater, os produtores que permanecem na atividade leiteira estão ampliando os rebanhos e investindo em sistemas confinados, o que mantém o crescimento anual da produção.
As propriedades catarinenses registram uma leve queda na produção de leite, considerada normal para o período. No entanto, a expectativa é de retomada a partir de maio, com a chegada das pastagens de inverno, mantendo o crescimento até agosto ou setembro.
Segundo Evandro, a rentabilidade varia conforme a gestão de cada propriedade, e os preços pagos ao produtor voltaram a subir após um período de baixa.
Entre os fatores que influenciam o mercado estão o consumo interno, o poder de compra da população e as importações de lácteos, que representam cerca de 10% da produção nacional.
Os custos de produção seguem elevados, principalmente com energia elétrica, diesel e insumos agrícolas, além da dificuldade na contratação de mão de obra.
De acordo com Evandro, para 2026, a perspectiva é positiva, com reajustes consecutivos no preço do leite, embora o setor ainda enfrente reflexos das perdas acumuladas em 2025.
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