Com a queda no preço do leite, controlar o custo de produção virou fator-chave para a sobrevivência do produtor. Ademilson Sitineski, da Epagri, enfatiza que o valor pago pelo leite não está nas mãos do produtor, mas a gestão dos custos sim.
A principal diferença entre os sistemas está na alimentação: no modelo a pasto, a vaca colhe o próprio alimento, o que reduz gastos com ração, estrutura e mão de obra. No confinamento, todo o alimento precisa ser produzido e fornecido, aumentando despesas com insumos, máquinas, energia, instalações e trabalho.
Esse sistema também apresenta custos fixos e variáveis mais altos e, apesar da ideia de maior produção por vaca, isso não é garantido, pois depende de manejo, nutrição e bem-estar. Para ser vantajoso, o confinamento exige produção bem superior, o que nem sempre se confirma na prática.
Sitineski destaca que sistemas a pasto bem planejados, com pastagens perenes, além de uso estratégico de silagem e ração, oferecem menor risco financeiro.
Um exemplo é uma URT acompanhada pela Epagri em Campos Novos, que em 2025 alcançou média de 12.500 litros por hectare/ano, com custo entre R$ 1,50 e R$ 1,60 por litro, mantendo rentabilidade anual mesmo com oscilações de preço. Segundo Ademilson Sitineski, não existe modelo único ideal, mas, em períodos de mercado desfavorável, o sistema a pasto bem manejado tende a garantir maior segurança econômica.
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