A Câmara de Vereadores de Campos Novos promoveu, na noite passada, uma roda de conversa sobre segurança pública, reunindo autoridades, lideranças e moradores de bairros para discutir furtos, uso de drogas e ações para fortalecer a segurança no município.
O presidente da Câmara, Darcy Rodrigo Pedroso, e o presidente da União Camponovense de Associações de Moradores (Unicampo), Adelar Vieira Alves da Silva, participaram do programa Cultura pela manhã para falar sobre o tema e avaliar o encontro.
Segundo os participantes, a principal conclusão da reunião foi de que os furtos têm relação direta com o uso de drogas, especialmente o crack. Isso motivou o Poder Legislativo a promover o debate para discutir alternativas que ampliem a segurança da população, destacou o vereador Darcy Rodrigo Pedroso.
Entre as medidas apontadas para aumentar a sensação de segurança e fortalecer a ligação entre moradores e forças policiais, foi discutida a implantação da rede de vizinhos. Pedroso e Adelar ressaltaram que o projeto é considerado uma ferramenta importante para auxiliar na prevenção de crimes.
Durante a roda de conversa, o representante da Polícia Militar, Sub-Tenente Oliveira, informou que a corporação atendeu 38 ocorrências de furto em 2026. Segundo ele, houve redução em comparação aos anos anteriores, quando foram registrados 156 casos em 2024 e 144 em 2025.
Oliveira destacou que as abordagens preventivas e operações em bairros com maior incidência de crimes têm contribuído para a diminuição dos furtos, além do apoio do BOPE e das ações previstas com o helicóptero da Polícia Militar. Ele também ressaltou a importância das denúncias da comunidade e da implantação da rede de vizinhos para auxiliar na identificação de suspeitos.
O promotor de Justiça Alexandre Penzo Betti Neto explicou que muitos boletins de ocorrência não avançam por falta de identificação dos autores. Ele destacou que sistemas de monitoramento e a rede de vizinhos são fundamentais para auxiliar nas investigações.
Conforme o promotor, em 2025 foram apresentadas 39 denúncias por furto, com 17 condenações até o momento, sendo que grande parte dos acusados era reincidente ou já possuía processos em andamento. Betti Neto também defendeu políticas sociais e acompanhamento de egressos do sistema prisional para reduzir a reincidência criminal.
A psicóloga e coordenadora do CAPS, Luana Lorenzini, relatou as dificuldades enfrentadas pelo serviço no atendimento de casos de dependência química e transtornos mentais graves.
Luana destacou ainda os desafios relacionados às internações compulsórias, que muitas vezes geram altos custos ao município sem resultados efetivos na recuperação dos pacientes. Segundo ela, o CAPS busca ampliar a estrutura e reforçou que a participação da família é fundamental no enfrentamento da dependência química e dos problemas sociais.
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